“Houve boatos”: a veracidade das informações na internet.

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    06 | Dec | 13

    Hoje, refletindo sobre que assunto seria legal abordar do post dessa semana, me deparo com a notícia de que o famigerado Tubby App era falso. Tudo não passava de uma trollagem mensagem contra a objetificação das pessoas, segundo os criadores da campanha. Já decidida a falar sobre o assunto, me deparo, também, com uma matéria interessante sobre o tema, que saiu na edição de hoje do jornal o Povo. Bem, o universo conspirou, então vamos refletir um pouco sobre essa questão.

     

     

    Estamos na Era da Informação, já dizia Castells. O grande volume de informações e a velocidade com que elas se propagam é uma das principais características desse período. Falando especificamente das redes sociais, a criticidade na hora de compartilhá-las, infelizmente, não é praticada pela maioria.

    O que temos visto é um tipo de “informação fast-food”. O consumo é rápido, superficial e, claro, compartilhado. Na maioria dos casos, onde informações falsas tomam grandes proporções, a origem do problema está em negligenciar a fonte. Diferente do que muitos pensam, esse papel não é mais exclusividade apenas dos grandes veículos de comunicação. A internet descentralizou essa produção, o que é positivo, mas todo bônus tem um ônus.

    A meu ver, ainda estamos (mal) acostumados com a credibilidade da TV. A frase “É verdade, já saiu no jornal” ainda é comum. A cadeia de produção da informação já não é mais tão simples assim. Vale lembrar o caso recente do “falso atrasado do ENEM”, que tomou conta dos principais portais de notícias do país. Outros diversos casos poderiam ser citados. O Tubby, por exemplo, mobilizou a Justiça Brasileira. Isso mesmo! Uma notícia falsa foi alvo de estudo e decreto do TJ-MG, que proibiu o lançamento do app por aqui.

    É bem verdade que não é possível blindar-se contra falsas notícias, mas algumas precauções são de grande ajuda. Os formadores de opinião, principalmente alguns sites e blogs com grande número de acesso, devem ter consciência que, assim como respeitar a faixa de trânsito ou não jogar lixo no chão, transmitir informação também tem muito de responsabilidade social.

    Porém todos devem fazer sua parte. Ao se deparar com uma notícia que você julgue ser importante e que tenha um impacto social relevante, Google it! Busque mais informações antes de repassar. Outra dica é não se deixar enganar por títulos sensacionalistas, pois você pode estar, mesmo de forma inocente, contribuindo com esse caos da informação. Lembre-se, estamos em 2013, mas ainda tem gente que acredita que o Facebook doa centavos por compartilhamento!

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