Administração de ansiedade – disciplina fora da grade

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    17 | Jul | 12

    Na escola e nos cursos superiores, aprendemos muitas disciplinas. Umas, inclusive, julgamos nunca precisar e passamos um bom tempo sem saber se teremos oportunidade de praticar o conhecimento. Mas, duas das que são realmente essenciais para o mundo corporativo não estão listadas na grade curricular: Lidar com pessoas e Administração de ansiedade. Ambas deveriam ser disciplinas e provavelmente teriam índice de reprovação baixíssimo. Essas expertises, infelizmente, só aprendemos – com licença para o uso da expressão popular – na marra!

    Passamos por diversos momentos de negociação e defesa do nosso trabalho que são tensos e, em alguns deles, só o conhecimento técnico não neutraliza a situação, e nem basta para argumentar. Essas situações demandam um equilíbrio de expectativas, das nossas em relação ao cliente e das do cliente em relação ao resultado do nosso trabalho. Esse equilíbrio só aprendemos na rotina, depois de muita experimentação-conflitos-refação.

    Compartilharei a seguir dois perfis de cliente para ilustrar o sentimento. Depois, me contem se concordam ou não e como funcionam na sua realidade.

    Tudo ao mesmo tempo agora

    Esse tipo de cliente é maravilhoso! Ele tem um conhecimento superficial sobre as possibilidades de promoção do negócio, observa a concorrência e sabe aonde quer chegar.  O problema: ele quer tentar todas as formas de promoção ao mesmo tempo – não extrapolando o orçamento, claro.

    Mas não há uma fórmula definitiva para o marketing funcionar.  Para um público tão pulverizado em diversas mídias e para verbas não tão generosas, não tem como ficar apostando em cada proposta de veiculação que aparece. Se não testar e observar o resultado das combinações de mídia ou de discurso de forma controlada, como saber o que de fato funcionou?

    Uma forma de atenuar essa ansiedade é explicar a diferença entre os meios. Por mais que ele não capte a ideia de primeira, aos poucos você vai construindo essa consciência que há um momento e situação ideal para aquela verba.

    Vida leva eu

    Esse tipo também é ótimo, mas precisa de uns empurrãozinhos! Temos que aprender a respeitar o ritmo de atuação do cliente, mas também sem ser tolerantes demais. Afinal, não somos pagos para trazer os mesmos resultados. Cliente que fica muito ali no canto, só reagindo aos concorrentes, dá mais trabalho do que parece. Se por um lado a calmaria é cômoda, por outro, quando esse cliente precisar de um reforço de marca, o trabalho vai ser bem mais sofrido, pois não foi criada a cultura de ação.

    Interessar-se pela história pessoal do cliente e desenvolver um relacionamento verdadeiro – e não só estabelecer uma ligação comercial – são passos fundamentais para a fluidez do trabalho. Os momentos de tensão, que sempre acontecem, são necessários para praticarmos as esquecidas disciplinas não listadas na grade. A busca pelo ponto de equilíbrio nessas relações é contínua.  E, durante essa caminhada, vamos compartilhando por aqui os achados. Se identificou com algum desses perfis? Conta pra gente!

     

    Imagens: Pinterest

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