Oz, Mágico e Poderoso – uma visão sobre estratégia

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    16 | Apr | 13

    Quem trabalha com marketing, em algum momento, é questionado sobre: o que é a estratégia? Onde vive? O que come? Como criar uma? E por aí vai. Para a realidade de conhecimento de quem pergunta, melhor que iniciar este tópico com argumentos de grandes autores é utilizar exemplos do cotidiano.

    Pensando nisto, um dos exemplos mais recentes e meigos que vi foi o filme “Oz, Mágico e Poderoso” (Oz: The Great and Powerful, em inglês). Se você não assistiu ao filme, talvez o resto do texto contenha algum spoiler.

    O ilusionista Oscar Digss (James Franco) embarca em um balão para fugir de um conflito e, por causa de uma ventania, é levado para o mundo mágico de Oz. Lá, ele passará por diversas provações, pois os habitantes acreditam que ele seja o mega – blaster – mágico que vai salvar todo mundo das bruxas do mal, Evanora e Theodora.

    A questão é que ele sabe que ele não é tudo o que pensam. O ilusionista, contrariado, mas cativado por Glinda, a bruxa do bem, aceita o desafio. Sabendo que enfrentará o exército diabólico das bruxas do mal, Oscar pede que Glinda apresente os melhores guerreiros de Oz. Para sua surpresa, ela apresenta os próprios habitantes com seus talentos peculiares e distantes dos estereótipos esperados para confrontos corporais.

    A magia da estratégia entra aqui.

    O exército de Oz é constituído de inventores, construtores, estilistas e dançarinos. O público é bem diverso e inclui crianças, senhoras e senhores, anões e alguns seres mágicos sem muita consistência corporal ou poderes surpreendentes. Como essa massa poderia vencer o exército de Evanora e Theodora?

    Oscar decidiu investir no que eles de fato eram bons e não ficar enaltecendo suas fraquezas. Ele fez um aprofundamento no conhecimento de cada grupo de habitantes e em suas habilidades para extrair o melhor. A combinação de todas as expertises sob a coordenação dele, seguindo um plano de execução com cronograma de ações bem pensadas trouxe um retorno eficiente.

    Uma das estratégias utilizadas pelo ilusionista foi a de trabalhar um parecer ser maior que o ser. Sabendo que as adversárias tinham conhecimento da inexistência de um exército de verdade do lado do bem, Oscar decidiu surpreendê-las no confronto por meio de aparatos construídos com os inventores, utilizou engenhocas dos construtores para ampliar a sensação de que eram muitos e figurinos para confundir os soldados das bruxas más. A batalha foi encerrada com uma ilusão gigantesca, e o objetivo foi  alcançado.

    Em resumo, respondendo à pergunta do primeiro parágrafo, a estratégia é o como e o que fazer para alcançar determinados objetivos. O como vai depender não só das ferramentas que você dispõe, mas do conhecimento do contexto, dos adversários e da sua capacidade de seguir e quebrar regras.

    Imagens: Revista O Grito 

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