Os sentidos do Marketing Sensorial

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    15 | Oct | 10

    Ver, cheirar, ouvir, tocar, provar. E então comprar, voltar, recomendar.

    O Marketing Sensorial é isso. É basicamente uma estratégia de fidelização do consumidor através da diferenciação na prestação do serviço que remete o cliente a uma percepção de valor única, proporcionando uma vivência memorável que vai estimular a repetição e a difusão da experiência de consumo. Tudo isso de forma independente do preço cobrado pelo serviço.

    A grosso modo, são ações que podem incluir cores que cativam a atenção, aromas que proporcionam a tranqüilidade, sons que estimulam a permanência, sabores que surpreendem o paladar.

    Francisco Alberto Madia de Souza, presidente da Madia Mundo Marketing e autor do livro “Os 50 Mandamentos do Marketing” cunhou a expressão “Percognition” para melhor nomear este conjunto de estratégias formado por percepção, reconhecimento, reputação, experimentação, convivência, imagem e marca.

    Não precisamos de um especialista para saber que percebemos o mundo através dos sentidos. E são eles, os nossos 5 sentidos (ou 6, quem sabe) as verdadeiras portas de entrada para qualquer reação, atitude, aprovação – ou não aprovação – a quaisquer produtos, ambientes ou serviços.

    De acordo com Michael R. Solomon, autor do livro “O Comportamento do Consumidor”, os nossos sensores internos captam influências do ambiente externo, gerando lembranças, bem-estar, saudades, desejos ou até repugnância.

    Por ser um investimento relativamente de baixo custo, o Marketing Sensorial é uma ferramenta excelente a ser usada em vários segmentos de negócios, principalmente no ponto de venda, no corpo-a-corpo com o cliente. Ele tem como propósito fixar a marca, o produto ou o serviço, criando sensações e formando um vínculo com o consumidor. Um vínculo sensorial, emocional.

    Visão - o mais explorado pelos profissionais de marketing. Cores, tamanhos e formatos são percebidos de imediato, influenciando de forma mais direta as nossas emoções. Algumas cores quentes, como a vermelha ou alaranjada, criam sentimentos de excitação e estimulam o apetite, enquanto cores frias como o azul e o verde são mais propícias ao relax e à introspecção.

    Olfato - pouco trabalhado em ambientes empresariais, pois a grande maioria não tem conhecimento da sua importância. O aroma ideal para determinado público é uma difícil escolha, requer cuidado para não tornar o ambiente desagradável, causando enjôos, mal-estar ou repugnância aos seus clientes e funcionários. Lojas esportivas pedem um aroma que sugira um ambiente fresco e alegre, como alecrim e menta.

    A especialista em aromatização Vanice Zanoni afirma que, se criarmos um ambiente com aromas como bolo, pão, chocolate, café, canela, sabonetes e perfumes familiares, os consumidores se sentirão mais à vontade, passarão mais tempo na loja e terão mais disposição para a compra.

    Audição - o som, além de fazer parte do nosso dia-a-dia, influencia diretamente nosso humor e comportamento. Às vezes nem percebemos que o motivo que nos leva a tal local é o som – talvez seja uma verdade afirmar que, quanto menos se percebe o som ambiente, mais adequado ele seja. De qualquer forma, algumas regras são óbvias, outras, nem tanto. Se você tivesse um supermercado, por exemplo, colocaria música ritmada na intenção de fazer o consumidor comprar mais rapidamente ou optaria por melodias tranquilas, para seu cliente fazer suas compras mais lentamente?

    Tato – fundamental no desenvolvimento do ser humano desde o nascimento, o toque é o sentido do prazer, do afeto: o carinho familiar, o abraço, o beijo, a cumplicidade. É através desse sentido que sentimos a textura de certos produtos – e muitas vezes somos seduzidos pela maciez deles. O toque é essencial na decisão de compra de muitos produtos. Que atire o primeiro urso de pelúcia quem já não apalpou uma, duas, três vezes (e abraçou, e apertou, e acariciou) um presente para o filho antes de decidir levá-lo?

    Durante um estudo foi constatado que os clientes de um restaurante davam gorjetas maiores quando eram tocados pelos garçons. Em supermercados, os demonstradores, quando tocavam de leve os clientes, tinham mais sucesso em convencê-los a experimentar um novo produto e fazê-los comprar.

    Paladar – gosto não se discute: se propõe, se estuda, se apresenta, se experimenta… Por isso encontramos tantos expositores oferecendo amostras de novos produtos (e alguns nem tão novos assim) hoje em dia nos supermercados. Sabe aquela loja que dá um chocolate com menta junto com a embalagem da sua compra? Se alguém lá esteve, não esqueceu. O sabor pode tornar uma experiência de compra mais agradável, contando pontos importantes na disputa pelo mercado.

    Sim, são 5 os nossos sentidos. Mas o sentido de aplicar uma estratégia de Marketing sensorial poderia ser dividido em 3 fontes: 1) faz o consumidor permanecer mais tempo no ponto de venda; 2) chama a atenção para uma ação específica e 3) pode resultar em aumento de vendas.

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Comentários (1)

  • Milena Nobre says:

    Texto muito bacana sobre “brandsense”.

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