O marketing que você não vê!

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    02 | Jul | 12

    Ir no supermercado costuma ser assim: você vai determinado a comprar algumas coisas e acaba voltando com mais do que deveria. Acontece também em outros lugares, como quando você compra roupas sem necessidade por causa das diversas promoções imperdíveis. Ou ainda porque você gosta tanto de um local que volta lá de vez em quando porque ele é bem ambientado, toca a música que você gosta e até o cheiro é diferente.


    Na loja Farm, os clientes podem escolher que música querem ouvir no provador.

    Estamos falando de Neuromarketing, uma abordagem do marketing que alia as técnicas de venda com o conhecimento da medicina. Ou seja, entendendo a lógica de consumo vinda por meio de desejos, impulsos neurológicos e motivações emocionais, os produtos ou serviços são oferecidos ao consumidor de forma a impulsionar seu potencial de compra.

    Um teste clássico de neuromarketing marcou essa metodologia no mercado: os testes cegos de bebidas. Ao tomarem as bebidas das marcas Coca-Cola e Pepsi, sem saber qual era qual, os consumidores demonstraram verbalmente seus gostos de acordo com influências externas. Porém, quando são estimulados apenas por meio dos sentidos, suas preferências se tornam diferentes das anteriores.

    São diversos os estímulos que podem ser acionados para que o cliente prefira uma loja ou uma marca. Vamos conhecer alguns deles.

    - Olfato: estimula o comprador por meio da lembrança, o que aumenta o potencial das vendas em até 25%, segundo uma pesquisa alemã.

    - Visão: a iluminação de um provador de loja, por exemplo, é determinante na hora da compra. Se, ao vestir uma roupa, o espelho evidenciar algumas gordurinhas, isso pode causar a desistência da compra. O inverso estimula: uma iluminação adequada pode esconder o que o consumidor não quer ver, se sentindo mais confortável numa roupa.

    - Audição: estar num local de música agradável faz o consumidor voltar mais vezes e indicar a loja, explica uma pesquisa realizada no Reino Unido. Por causa disso, algumas lojas investem na possibilidade de escolher que música ouvir no provador. Dessa forma, o consumidor passa mais tempo experimentando as roupas.


    A lógica de funcionamento dos Supermercados: os clientes precisam andar por todo o percurso para chegar aos produtos de uso comum.

    - Caminhos maiores: quando o comprador percorre um local mais longo, encontrando diversas opções de consumo, mais ele tende a comprar. Portanto, posicionar produtos mais atrativos nos fundos da loja é uma isca para que o consumidor seja atraído por outros objetos.

    - Escolhas reduzidas: quanto mais escolhas, mais se demora para escolher. É por isso que nos fastfoods as opções são tão reduzidas. Isso ajuda a escolher pelo consumidor, mesmo nos locais em que há a possibilidade de fazer combinações, as opções já são determinadas.

    - Cores vibrantes ou calmas: num Spa, é ideal que cores em tons pasteis ambientem o local. Isso porque elas transmitem uma sensação de tranquilidade. O oposto ocorre nos restaurantes, que estimulam a fome por meio de cores fortes, como vermelho e o amarelo.

    Para descobrir a importância desses elementos, foi preciso o estudo dos estímulos por meio de ressonância magnética. Além dela, segundo a HSM, também estão presentes os estudos feitos pela eletroencefalografia e a eletrofisiologia periférica. Como percebemos, conhecer desse campo exige estudos específicos e detalhados, e a aplicação deles pode alavancar as vendas e a satisfação dos consumidores. Mas depende também da correta utilização e dos objetivos de cada empresa.

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