Marketing Holístico: uma visão geral

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    12 | Jan | 12

    Hoje, é comum que cada segmento do marketing e, por consequente, seus profissionais, defendam que a sua área traz maiores resultados à sua empresa. No entanto, ele pode ser pensado como um todo, promovendo a integração dos demais segmentos e fortalecendo o conjunto. O Marketing holístico visa a integração de todos os níveis do marketing, pensando-o por sua plenitude: endomarketing, branding, webmarketing, relacionamento, digital, segmentação, mensuração e, especialmente, o marketing social; além de demais áreas específicas.

    O termo Marketing holístico foi usado por Kotler e Keller em seu livro Administração de Marketing, de 2006. Para entender melhor, é preciso compreender o significado da “holística”, que vem do grego “holos” e significa “igual ao todo”. A holística visa observar por um todo e não apenas as partes. E, nesta mesma linha de raciocínio, segue o marketing holístico, com o reconhecimento de que não só a empresa é importante, mas também os seus produtos, os seus consumidores, os seus concorrentes, seus funcionários, bem como a responsabilidade social e ambiental de suas práticas.

    Na aplicação, o marketing holístico pode ser visto como o projeto, o planejamento, o desenvolvimento, os processos e a sua implementação em programas, atividades e ações, com o reconhecimento da sua amplitude, seus efeitos e suas consequências. Portanto, é preciso observar a interrelação das partes envolvidas, bem como a coerência entre os projetos e as ações implantadas para a empresa, funcionários, clientes e sociedade em geral.

    Como podemos perceber, o lado social se ressalta bastante nesse meio. Atrelar o consumidor às suas necessidades não só materiais, mas espirituais, se torna o “x” da questão. Com a quantidade de informação de fácil acesso, as pessoas estão mais interessadas não apenas no produto final, mas no seu processamento: de onde veio, a quem se destina, por quem foi produzido e por quê. A busca envolve uma questão de fatores socioeconômicos e não apenas a necessidade primária.

    Por exemplo, casos como o da marca Arezzo, cuja repercussão devido à venda de peles de animais fez um grande buzz, e ainda o da marca Zara, cujos produtos eram produzidos em condições subumanas, passaram a ser comentadas pelos consumidores. Se pensarmos estes casos pelo marketing holístico, veríamos que é preciso pensar no todo, ou seja, não apenas no produto final, mas também na necessidade que o consumidor tem – e não apenas a material.

    O marketing holístico é um elemento importante na hora da credibilidade, uma vez que, sendo seguido, a marca passa a funcionar sob uma linha de raciocínio, como explica o artigo Marketing Holístico: uma ferramenta de ética: “O que menos as organizações desejam é ter na entrega uma mensagem diferente daquela transmitida pela marca. Isso é perda de credibilidade.”

    Ainda neste artigo, podemos destacar: “O Marketing holístico deixou de ser apenas uma expressão utilizada por Philip Kotler e Kevin Lane Keller para indicar uma abordagem que reconhece e tenta harmonizar o escopo e as complexidades das atividades que o Marketing assumiu nas organizações alinhadas com o mercado consumidor atual.” É preciso pensar o marketing de forma completa, dentro e fora da empresa.

    Com essa abordagem, vale considerar: como a minha empresa está fazendo o marketing? Será que está pensando apenas no produto, no cliente ou na ideia? Que tal considerar a relação entre todas essas áreas e os stakeholders? Compartilhe sua reflexão conosco! Até a próxima.

    Fontes: Nova Consciência, Administradores, Mundo do Marketing e Marketing das Cinco.

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