De quantos marketings você precisa?

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    19 | Nov | 09

    Estávamos aqui pensando sobre uma nova forma de ver o marketing, sobre suas abrangências, suas vertentes, suas inovações. Sobre como existem pequenos nichos de ações ou tribos diferenciadas de marketing que sim, são fundamentais, mas que não sobreviveriam separadamente uma das outras. Sobre como estamos fragmentando um conceito, apoiados em dezenas de especialistas, que conseguem ver apenas a “sua pequena parte” de um todo. Chegam a conclusões rápido demais, como se tudo estivesse ali, claro, exposto nas pequenas partes de um grande problema.

    Muitas vezes – talvez a maioria delas – resolver as partes de um problema, mesmo que sejam muitas partes, não resolvem o problema no todo. É mais ou menos como o médico especialista que passa um medicamento para curar um problema de estômago de seu paciente sem saber nada sobre os hábitos alimentares dessa pessoa.

    Aí, temos o especialista em branding, o especialista em marketing interno, o publicitário, o designer da embalagem, o profissional de relacionamento, o cara do marketing direto, o especialista em marketing digital, o pessoal das pesquisas, as consultorias em RP, estratégia, segmentação de público, trade marketing, inovação, sustentabilidade, etc, etc, etc.

    São tantas as vertentes do marketing que às vezes o cliente se sente perdido, como um paciente (às vezes até mais assutado do que realmente doente) em meio a exames e mais exames, que relatam parte de seu corpo. Onde estaria aquela figura do médico que o olha nos olhos, que procura entender da sua vida e da sua saúde antes de sair lutando contra a sua doença?

    Era mais ou menos sobre esta “nova” forma de ver o marketing que gostaríamos de falar aqui. Sobre uma abordagem mais holística, mais completa. Que se utilize, sim, claro, das inúmeras técnicas e vertentes existentes para se cuidar de uma marca “adoentada”. Mas que jamais se afaste de uma visão geral da empresa, da marca, do mercado.

    Parece que ainda não temos aqui a matéria que realmente gostaríamos de ter publicada. Mas é um começo.

    Na verdade, estamos levantando uma questão. A questão da importância de uma estratégia de marketing holística. Alguém se habilita em complementá-la? E em contestá-la, alguém se habilita? De quantos “marketings” uma empresa precisa, mesmo?

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Comentários (3)

  • Bosco Couto says:

    Muito bom a provocação Clarisse. Existe uma lacuna enorme nesta área, principalmente em função da falta de informação e desconhecimento técnico. Confundem marketing com propaganda e comunicação o tempo todo, confundem marketing com vendas, marketing com marca e assim vai. Provocar esta discussão é um importante passo para melhorar o nível do marketing praticado em nossa terra. Parabéns, vou escrever com calma um artigo e te mando para vc publicar, se quiser é claro.

  • Clarisse says:

    Oba, claro que quero publicar um artigo seu sobre este assunto, Bosco. Daís sim, o tema cresce. Legal, fico aguardando.

  • Excelente pensamento, Clarisse. Em um mercado cheio de especialistas, pensar holisticamente parece ser o caminho certo. Na verdade, nao e somente em marketing que essa nova abordagem deve ser tentada. Em todas a areas do conhecimento, aos poucos, a atitude herdada de Descartes, de analisar um problema dividindo-o em partes esta pouco a pouco sendo mudada por uma visao mais integradora.
    No caso do marketing e, no que me tange, na publicidade, essa visao fragmentada de que cada a um deve defender o seu deve ser posta de lado. Pelo bem do consumidor.

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