Ao gosto do freguês. Reflexões sobre Marketing

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    26 | Jan | 11

    Quando lidamos com profissionais dos quais cremos que depende a nossa sobrevivência, tendemos a não questionar suas diretrizes. Quem aqui teria a coragem de questionar o tratamento de câncer com um médico ou ainda a existência de uma pilastra no seu prédio com o engenheiro da obra?

    Nessas profissões é assim, como diz a canção de gosto duvidoso é “cada um no seu quadrado”. Cada profissional exerce a função para a qual se preparou boa parte da vida e, raramente ou nunca, é questionado.

    Mas o que acontece quando uma empresa contrata um profissional de marketing para lhe orientar nas estratégias mercadológicas de seu negócio?

    Devido ao marketing lidar com comunicação, propaganda e divulgação da empresa para o mercado, as pessoas confundem um pouco com arte, coisa que o marketing não é de forma alguma.

    Quando uma obra de arte é abstrata, dá margem a diversas interpretações, onde não existe certo ou errado, dependendo apenas de quem a vê.

    Já o marketing, ao contrário da arte, tem um estudo exato ou pelo menos bastante aproximado, acerca do comportamento do mercado, logo, ele é uma técnica e não uma arte para se atingir o público-alvo.

    O problema ocorre quando os sócios de uma empresa contratam o profissional de marketing e desejam imprimir o seu gosto pessoal ao próprio negócio e, nem sempre, estas preferências são as mesmas do público alvo. Querem que a loja seja pintada da cor que eles gostam e que a campanha passe no canal que estão acostumados a assistir. Aí a coisa complica!

    É claro que o bom profissional de marketing deve saber extrair do dono do negócio o máximo do conhecimento que este tem do ramo, valorizando a sua experiência adquirida ao longo do tempo. Esse conhecimento é de extrema importância e o profissional que negligenciar esta informação pode estar cometendo um grave erro.

    Contudo, os empresários precisam “desencarnar” um pouco de seus gostos e pensamentos por vezes enraizados e passar a confiar no profissional contratado e, junto com ele, olhar para o seu negócio não com um olhar pessoal, mas com olhar do seu consumidor final. Eis aqui um grande desafio. Incentivar os clientes o exercício do “olhar do estrangeiro” gerando o estranhamento do que lhes parece familiar.

    Dessa forma, todos saem lucrando.

    Fonte da imagem: Flickr

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Comentários (1)

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