Mulheres são de Marketing, Homens são de Vendas

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    21 | Sep | 10

    Não sei dizer agora se ouvi de alguém ou se “pesquei” no Twitter esta frase do título. Ou se ela se “fabricou” na minha mente, por causa da sonoridade e semelhança (apesar da inversão) com o manjadérrimo best seller de auto-ajuda (para quem, cara pálida?) chamado “Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus”.

    O fato é que a frasezinha em questão chegou, sentou e ficou. Soou bem. Pareceu interessante. E já que assim sucedeu, resolvi discorrer sobre ela. E é o que vou fazer agora, seja o que Philip Kotler quiser! Caso eu esteja cometendo alguma heresia, ele que me perdoe…

    Existe a venda e a venda, certo? Uma delas é a venda indireta, a preparação do terreno. O marketing. A outra é o front, o corpo-a-corpo no PDV. A propriamente dita.

    Na primeira, há a necessidade de uma constante leitura implícita das situações, captando as oportunidades que a princípio podem parecer escondidas. É um trabalho de retaguarda, e no entanto ao mesmo tempo trata-se de planejamento e visão de futuro.

    Na segunda, o foco é essencial; a especialização é a arma mais importante, os melhores vendedores primam pelo conhecimento técnico do produto em questão e, claro, aliando isto tudo a uma boa dose de lábia, charme, sedução. Chame como quiser.

    Segundo o professor Claudio Tomanini, da Fundação Getulio Vargas, “as mulheres são capazes de identificar oportunidades em todo o seu redor, dosando conversas e otimizando o tempo de contato com cada interlocutor”.

    Isto se deve à programação biológica ancestral feminina, voltada ao cuidado com a prole e à proteção da caverna, o que a fez desenvolver uma visão periférica mais poderosa. Enquanto isso, o homem, programado desde os mais remotos tempos para a caça e a luta, tem sua força na visão de foco em longa distância.

    Outro fator é a própria diferença entre os cérebros do homem e da mulher. Os homens têm mais neurônios, em um cérebro maior. As mulheres, tem mais comunicação entre os dois lados do cérebro, mais conexões. Ou seja, os homens ganham em foco, em especialização. As mulheres, em diversificação, na capacidade de fazer mais coisas ao mesmo tempo.

    Imagine um casal chegando a uma festa. A mulher logo percebe que a dona da casa não está nos seus melhores dias, que talvez tenha discutido com o marido. Nota que alguns convidados estão com dificuldade de se enturmar, percebe a roupa semelhante de duas amigas, pressente a falta de guardanapos, nota que o som ambiente está baixo, porém a música é levemente inadequada… O homem não. Ele aguça seu foco de caçador para 3 itens básicos do local, invariavelmente: onde servem as bebidas, onde ficam as saídas mais próximas e onde estão cruzadas ou desfilando as mais belas pernas do pedaço.

    E não se trata de pura sem-vergonhice, não. É sem-vergonhice sim, claro, mas misturada com a cientificamente comprovada memória genética, que vem desde os tempos imemoriais das cavernas. Um tempo em que ainda não existiam antidepressivos, pensões alimentícias e mulheres-fruta. E nem nem tinham inventado ainda o D.R. (sim, sim, o famoso Discutir a Relação, ele mesmo).

    Bom, é por esses temas controversos e divertidos que também versa outro título-ícone, mais um best seller do incansável segmento de auto-ajuda (de novo, cara pálida?) que tenta desvendar os mistérios das relações entre macho e fêmea: “Por Que os Homens Fazem Sexo e as Mulheres Fazem Amor?

    Pois então. Mais uma vez é o professor de MBA da FGV, Claudio Tomanini, quem afirma que, por ter uma melhor visão periférica, em contraste à visão focada do homem, a mulher é mais apta para ampliar o networking, além de ser mais flexível quando lidam com perfis diferentes de clientes.

    Quando homem e mulher dividem o front das vendas diretas, a mulher é movida pela emoção, criando uma espécie de relação afetiva com o cliente, trazendo mais feedbacks na área do relacionamento. Essa característica veio do condicionamento de compreender as necessidades da família antes da verbalização dos filhos. O homem não, ele é mais pragmático, é movido pela razão. Ele não se preocupa em conquistar clientes (dependendo da cliente, claro), ele quer é conquistar vendas. Ele adiciona números, atinge metas. O que é muito bom, também, convenhamos.

    Aliás, dá para ver o quão bacana é quando esses dois “lados” se juntam – não só no sentido da procriação e preservação da espécie quanto também na excelência da configuração de uma equipe (de marketing, de vendas, whatever), com eles e elas atuando no top de suas aptidões, em seus melhores cargos e posições.

    Claro que o que falamos aqui também navega livremente pela área da generalização. É óbvio que tanto homens quanto mulheres possuem ou podem desenvolver características consideradas do sexo oposto, mais femininas ou mais masculinas, e que ambos podem brilhar – e assim o fazem – nas mais diversas áreas.

    O fato é que falar sobre estas diferenças entre os sexos é extremamente divertido. Desde que o mundo é mundo a gente adora rir de nossas diferenças. Relaxar é bom, né? E, cá entre nós, confesse: agora a frase-título deste post passou a fazer algum sentido para você, seja você homem ou mulher. Não passou?

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