O que a Web Semântica tem a oferecer?

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    09 | Aug | 12

    A Web Semântica, ou 3.0, é uma revolução em andamento. Vivenciamos o princípio do que o próprio nome antecipa, a internet baseada, essencialmente, em significância, conteúdo e relevância. É uma nova era no desenvolvimento da web, a terceira em ordem cronológica, e o tema levantado no post de hoje! 

    A Web 1.0 nomeia a primeira geração, inicial e engatinhante, da internet. A Web 2.0, geração subsequente, é marcada pelos mecanismos de busca e pelas possibilidades colaborativas. A novidade da Web 3.0 é a organização e o uso de maneira mais inteligente e eficiente do conhecimento disponível na rede. Com isso, o foco é deslocado do usuário para os geradores de conteúdo, os sites e blogs em geral.

    O que temos primordialmente na Web atual são documentos, e não dados semânticos. Com essa nova era, o que acontece é uma organização semântica dos dados. Assim, o conteúdo, além de nortear o funcionamento da internet, será melhor organizado de modo que a relevância seja a chave de tudo. É o que marca a transição de uma World Wide Web (rede mundial) para uma World Wide Database (base de dados mundial).

    O que o Google faz atualmente é um sistema de ranking baseado em relevância, mas não se trata exatamente de semântica, apenas de uma linkagem de documentos:

     

     

    A semântica, ao contrário, não relaciona documentos, e sim dados. Assim, os sites tornam-se mais eficientes e as buscas podem fornecer respostas mais precisas:

     


    O ouro da mina, a relevância, interessa, principalmente, ao mercado publicitário, já que este pode usar o conceito como ferramenta para anunciar suas ofertas de produtos e serviços para o público que os desejam ou tem perfil do consumidor de forma certeira. Essa evolução garante que a internet se torne uma mídia ainda mais segmentável, com anúncios direcionáveis a um ponto de quase exatidão. Isso porque torna possível traçar um perfil bastante completo dos usuários a partir de todos os passos dados na web e demarcar suas preferências e seus comportamentos.

    Mas como tudo, há um lado ruim para os profissionais: são tantas as informações disponíveis a respeito de cada usuário que, se não houver a adoção de critérios claros e objetivos, o planejador corre um sério risco de se perder. Para os usuários, ficam abertas questões de invasão de privacidade e exposição de dados. No fim, é preciso lembrar que todos somos usuários. Queremos obter informações, mas estamos dispostos a oferecê-las gratuita e involuntariamente?

    Para quem atua como gerador de conteúdos, um grande impacto será a necessidade de se adaptar a esse novo modelo. É preciso se liberar das “fórmulas do sucesso” já bem difundidas e partir para a produção de textos cada vez mais consistentes e significativos. Mais um desafio para ser encarado!

    Acompanhe o blog e veja o que ainda temos para falar sobre o assunto (não caberia tudo num único post de tamanho aceitável!). O até a próxima fica com um gostinho de quero mais!

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