Midia: do cross para o trans

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    14 | Aug | 10

    Que atire o primeiro envelopão de PIT o redator publicitário que nunca copiou a coluna de áudio do seu roteiro de TV e colou na página de spot de rádio. Ou o diretor de arte que não tenha adaptado o layout do outdoor para o banner de internet.

    Na criação publicitária esse negócio de cortar caminho às vezes é um atalho bem vindo, principalmente quando já é mais de 10 horas da noite e a apresentação da campanha é no outro dia pela manhã.

    Mas a gente sabe que não é a melhor opção. Tendo um prazo bacana para criar uma campanha, o legal mesmo é a gente preparar um conceito forte, e a partir daí ir trabalhando as peças especificamente para cada mídia. E fazê-las se comunicarem entre si, trocarem figurinhas.

    O cross mídia cada vez mais passa a cruzar caminhos indefinidos, alguns nunca antes navegados. As mídias que estão surgindo, e que não param de surgir, principalmente através da web, deixam os horizontes da campanha cada vez mais amplos. A mídia é cada vez mais múltipla e interligada, e tem que ser também cada vez mais integrada, e cada uma de suas peças tem que falar uma linguagem própria, adequada. Uma mídia trans.

    O fato é que o conceito agora passa a valer mais.

    Como disse Tiago Ritter, sócio da agência de comunicação interativa W3haus, na revista PróXXIma desse mês, “O que interessa é a marca, não onde ela está acontecendo.”

    É isso mesmo. Não tem mais essa de comunicação off e online, já está tudo misturado na vida da gente. E na vida do consumidor também. TV, jornal, internet, radio, rede social, outdoor, mobile. Cruzamos com estas mídias a toda hora, com todas elas. Mas se tudo ficar se repetindo, o criador publicitário estará errando redondamente, estará menosprezando a interação do público, e a comunicação perderá em força e veracidade.

    É justamente por isso que cada peça que compõe a engrenagem da comunicação da marca precisa ter vida própria, mas precisa também estar – necessariamente – vinculada a um mesmo e forte conceito. Há que se manter sempre – e necessariamente – uma clara unidade na linha de comunicação, mas precisamos também buscar mais caminhos, com atenção e liberdade, na criação para cada mídia.

    Agora não tem mais off nem online, nem impresso nem eletrônico. Agora é tudo uma coisa só, é hora de uma comunicação integrada. Agora é trans.

    PS.: Você viu a novidade aí do nosso blog, este botãozinho “Curtiu”, não viu? Então, por favor, sinta-se em casa, use-o à vontade. ;o)

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Comentários (3)

  • [...] This post was mentioned on Twitter by João Bosco Couto, BEING. BEING said: Novo Post no Being Blog: Midia: do cross para o trans http://blog.being.com.br/?p=687 [...]

  • Rebeca says:

    Bem pertinentes as considerações do post. Essa reflexão de se tornar trans é uma pauta que não pode mais ser adiada. E é mais um canal para se estender a criatividade. Muitos criativos reclamam que ou o cliente ou a mídia não possibilitam determinadas “ousadias”, já no digital a conversa é outra.

  • Não cola mais essa estória de “control c, control v” como desculpa de dar “unidade” à comunicação. E que UNIDADE, heim? Ipsis litteris!

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