Manifestos sociais sob a ótica de um acadêmico

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    17 | Jun | 13

    Não se fala em outra coisa nas redes sociais: o assunto da vez são os manifestos políticos que vêm se instalando no Brasil, desde o protesto contra o aumento das passagens em São Paulo ao protesto contra a violência em Fortaleza. Em meio a este despertar dos brasileiros para o poder do povo, alguns pensadores também fazem suas observações sobre o assunto. Independente de participar ou não, é importante compreender o universo por trás dos manifestos. Veja mais no post!

    O sociólogo Manuel Castells esteve de passagem pelo Brasil para uma palestra em São Paulo, bem no momento quando a tensão entre manifestantes e policiais explodiu. Uma das grandes diferenças entre estes movimentos e os que tivemos no passado é o suporte do ambiente digital para a reunião e encontro dos participantes, além do impulso de divulgação dos movimentos.

    Sociólogo Manuel Castells fala sobre os movimentos sociais originados pela internet

    Castells é um acadêmico especializado nas mudanças sociais ocorridas devido à inserção cultural do novo espaço social da internet. Segundo ele, qualquer manifestação política começa em nossas mentes para depois se materializar na prática. Mentes, por sinal, que constróem a atuação do poder como o conhecemos, seja ele político, econômico, tecnológico etc. Ou seja, nós somos SIM responsáveis pela situação na qual nos encontramos hoje.

    Com a chegada das tecnologias digitais, não temos como fugir do ambiente de comunicação, local onde construímos nossa forma de pensar, que está cada vez mais intenso, veloz e decisivo na hora de tomarmos nossas posições e preferências, como indivíduos e como sociedade.

    É inegável o impacto das novas tecnologias na sociedade, nos meios de comunicação e também nos poderes políticos. Hoje, a humanidade está conectada, e os meios tradicionais de comunicação estão enfraquecidos, causando um eco nos novos espaços sociais e fazendo a sociedade se perguntar sobre o seu papel nos novos tempos.

    Movimentos ganham as ruas

    Para Castells, os manifestos que começaram a surgir nos últimos anos são parte de um mesmo cenário, coletivo e global. “São estes movimentos, sociais e não políticos, que realmente mudam a história, pois realizam uma transformação cultural, que está na base de qualquer transformação de poder”. E, apesar de começarem na internet, não são apenas digitais: “Eles só tornam-se visíveis e passam a existir de fato quando tomam as ruas”, salientou.

    O debate é grande e vai muito além de quem está certo e quem está errado. O importante aqui é vermos a dimensão que o ambiente digital pode alcançar, tirando nosso foco de “olha como as coisas estão mudando” para vermos como elas já mudaram. Independente de sua participação ou não, a reflexão é sempre válida.

    Texto baseado no post da Revista Galileu. Leia na íntegra.

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Comentários (1)

  • DIMAS TOBIAS LEITE says:

    Aos manifestantes parabéns, pelos jovens que estão indo as ruas. Alerto a todos que em hipótese alguma os lideres das manifestações participem de reuniões com o congresso nacional, e com o governo, pois essa gente somente agora tomou consciência das coisas, mas na verdade essas reinvindicações eram plataformas de governo que nunca foram colocadas em práticas. Portanto, esse congresso nacional e o governo federal não tem moral e nem condições de falar sobre as reinvindicações dos protestantes, bem como de reforma politica. Precisamos sim, continuar a manifestar, sem que hajam lideranças, mas sim a massa do povo indo as ruas, é isso que precisa ser feito, pois o governo esta perdido e querendo identificar as lideranças. Parabéns jovens esse país é de vocês e não do PT e Lula, o Brasil é dos brasileiros.

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