Divertir e informar: Internet é o máXXImo

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    13 | May | 11

    Se a tônica do primeiro dia da PróXXIma 2011 foi para os dados de pesquisa e cases de marketing, o segundo dia parece ter sido reservado aos – veja só! – jornalistas e – ufa! oba! – a projetos e tendências que, no final das contas, são a mais pura diversão geek.

    Ah, sim, você me desculpe, mas não resisti e coloquei mais uma brincadeirinha com o XXI no título! :)

    Bom, como o post anterior ficou enorme, vou tentar ser mais sucinta neste aqui. Mas vou logo dizendo que acho meio complicado. E também não me agrada a ideia de deixar de fora alguma informação legal, enfim…

    Bora seguir de painel em painel?

    GRUPOS DE COMUNICAÇÃO 2.0 – GAWKER MEDIA: Construindo um grupo de comunicação a partir das redes sociais. Com direito a lucro.

    Nick Denton (Gawker Media – EUA) / Jesus Diaz (Gizmodo – EUA)

    O palestrante oficial não pôde vir, mandou um vídeo com suas desculpas e chamou, em sua substituição, o “enfant terrible” de seus blogs para apimentar a palestra. Pena que não deu certo.

    Eu explico: o palestrante oficial é “o cara”. O jornalista britânico e empresário de internet Nick Denton, dono do blog coletivo Gawker Media e editor-chefe do Gawker.com, de Nova York. É dele os blogs Gizmodo (tecnologia), Jalopnik (carros) e Kotaku (games), além de outros grandes sucessos editoriais (são oito marcas!). Ele está presente em vários países. O cara já fundou e vendeu muita empresa, muita marca. Só pra ter uma ideia, foi uma das empresas dele que criou o agregador de conteúdo RSS.

    Daí que, em seu lugar, veio o tal Jesus Diaz, com suas costeletas a la Wolverine. Madrilenho que vive em NY, o cara era publicitário e virou jornalista do Gizmodo, apresentado no palco como “o supergeek que não tem medo de nada nem de ninguém”. (Siga-o no twitter: @jesusdiaz.)

    Bom, sem o mega empresário da comunicação 2.0 e com o bad boy do jornalismo na web, no mínimo o mediador deveria “se adaptar”, não? Pois já na apresentação do Jesus Diaz as expectativas na plateia começaram a ferver, a gente começou a se animar com as possibilidades de polêmica que se formavam no ar, como nuvens de tags apimentadas envolvendo Apple, Wikileaks, Creative Commons… Afinal, foi a Gizmodo que divulgou o novo iPhone 4 antes que a Apple estivesse pronta para isso (foi encontrado um aparelho esquecido em uma mesa de bar em Redwood City, camuflado como se fosse um iPhone 3GS; e foi desmontado e exposto em seus mínimos detalhes). Deu até polícia, foi tipo uma bomba na web e tal! :)

    Mas o que se viu foi uma entrevista muito da xoxa. Que me desculpe o mediador, o Pyr Marcondes, da Meio & Mensagem, mas ele perdeu uma oportunidade e tanto! Fez perguntas óbvias, puxou o saco do cara, foi atrás de respostas que já haviam sido dadas, em outras palavras, foi um pé! O que eu “salvei” da entrevista, segue:

    Pyr Marcondes: Sobre o conteúdo dos blogs, como se assegurar quanto a credibilidade dos colaboradores?
    Jesus Diaz: Os blogueiros sao identificados pelo público, que não é burro, não há segredos na internet. A única coisa que um blogueiro realmente tem é sua reputação, é ter que fazer a coisa certa, então a idoneidade hoje em dia é algo natural, normal. (Cá entre nós, não sei não. O slogan do Grupo, ou do Gizmodo, sei lá, é algo como “a fofoca de hoje é a notícia de amanhã”. Não colocaria credibilidade como a palavra-chave de um negócio desses!)

    PM: O que você acha do Wikileaks?
    JD: O fenômeno Wikileak é uma listagem de informações, eles colocam tudo online, é um grande portão de dados, fatos, uma enxurrada, uma feira de informações; enquanto a Gawker é selecionado, seria uma cereja comparada com a fruteira toda.

    PM: E sobre a questão dos direitos autorais? (Essa pergunta ele fez várias vezes, de várias formas diferentes.)

    JD: (Respondendo várias vezes a mesma coisa, de várias formas diferentes) Se alguém quiser copiar nosso conteúdo, vá em frente, para nós não tem problema. Acho que neste caso o problema é só de quem copia, pois é ele quem perde credibilidade, por não passar de um copiador.

    Pois é. Enquanto o cara fazia perguntas xoxas e repetidas, várias perguntas dos participantes, vindas de SMS ou do twitter, papocavam na telona. Este painel poderia ter sido um show. Não foi.


    Gadgets & Marketing – Brinquedinhos digitais que vão mudar o futuro do marketing, seriamente.
    Pedro Burgos (Giz Brasil)

    Pedro Burgos tem cara de guri de 16 anos, mas com certeza é bem “rodado”. É o editor da Gizmodo Brasil (siga-o!). Fez um painel superinteressante sobre o que o futuro nos trará, segundo sua experiência no setor e suas viagens para feiras de tecnologia em todo mundo. Foi “futurologia” e “achismos”, sem dúvida com muita pertinência, e, no fim das contas, bem legal. Anotei aqui as 8 previsões que ele compartilhou, veja aí e me diga o que você acha:

    1) Esqueça QR code e Bluetooth – eles estão mortos. O negócio é Near Field Communication (NFC). Shop, pay and save. Você passa o celular e paga; seu celular é sua identidade, seu cartão. Você compartilha, grava seus hábitos de consumo, seus cupons de desconto, etc. Há inúmeras outras maneiras de integrar esta tecnologia com plataformas de venda e marketing.

    2) 3D é fantástico, veio pra ficar, mas nem tudo vai dar certo. O fato é que está sendo subutilizado, pois parece uma brincadeira sem sentido. Pessoal faz o filme e “aplica um 3D” sem nenhuma necessidade ou pertinência. A certeza é que vai mudar, principalmente na área de esportes. As olimpíadas de Londres em 3D será um marco neste setor.

    3) A web está morrendo, e isso tem impactos fortes na publicidade. O conteúdo da internet como a gente conhecia morreu. A web já está sendo usado de outras maneiras, como Rss, Readed Later, Twitter… As pessoas nem entram mais em sites, elas visualizam as páginas no próprios aplicativos. O modelo de consumidor dos próximos anos quase não é impactado pela publicidade: ele lê Rss, ouve Mp3, vê programas baixados, etc.

    4) A era dos tablets, o mundo sem PC. O futuro é de dispositivos de consumo de mídia, como os tablets. Por falar nisso, você já se perguntou para que serve o tablet? Para que serve o iPad? Ninguém sabe, nem a Apple. A verdade é que – ainda – não substitui o notebook, mas você consome mais midia e se diverte mais. Quanto ao cenário de vendas, serão vendidos mais tablets do que notebooks em 2015. No Brasil já são 100 mil tablets, ou seja, dispositivos nas mãos de pessoas que costumam pagar por conteúdo, que consomem mídia. E você, para que você usa o tablet? As pesquisa indicam que o uso é mais para jogos.

    5) A TV como você a conhece acabou, agora ela é apenas uma outra tela. Pela primeira vez em décadas no EUA o número de casas com TV diminuiu. De 99 passou para 96%. Pode não parecer muito, mas o fato é que trata-se de uma tendência de um novo tipo de público. As pessoas mais jovens não se prendem aos horários dos programas de TV, elas assistem e consumem on demand. Mudou a forma de assistir TV, as pessoas estão complementando a experiência de assistir TV com seus gadgets, estao compartilhando. Há a TV digital com algo de interação, mas isso é passageiro, daqui a 3 anos será irrelevante. Não espere TV inteligente, isso não vai acontecer e dar certo. O que foi visto em feiras de tecnologia é que as TVs terão aplicativos onde o espectador encontrará um monte de coisas legais. A Netflix estuda a vinda para o Brasil, e isso mudará tudo. Como a mídia vai entrar na TV sob demanda, sem comerciais? Este será o grande desafio dos publicitários, enterrando de vez a diferença entre o online e o offline.

    6) Abrindo a Caixa de Pandora, qual será a proxima revolução da Apple? Bom, a Apple tem 65,8 milhões de dólares em caixa, e poderia tranquilamente ser reavaliada em 1 trilhão de dólares. Assim, uma previsão possível é que a próxima grande inovação da Apple não venha dela mesma, e sim de algo que ela vá comprar e integrar (de forma critiva e irresistível) aos seus serviços. Afinal, hoje em dia ela poderia, se quisesse, comprar o Facebook, por exemplo.

    7) Abrindo a Caixa de Pandora em Mountain View, qual será a próxima revolução do Google? Sem dúvida a maior inovação da propaganda nos últimos tempos é a publicidade atrelada às buscas do Google. (Na palestra seguinte o foco foi justamente as inovações do search da Google.) Vento em termos de futuro, é fato que a empresa está sempre investindo alto em pesquisas de renováveis, 3G gratuito… O sistema Androide é gratuito. Assim, não será surpresa se a grande inovação do Google for algo relacionado à gratuidade de algum serviço que estejamos acostumados a pagar. O Kindle, por exemplo, tem versão mais barata com publicidade; e este é um modelo que vai acontecer mais, empresas oferecendo hardwares gratuitos ou com preco reduzido, onde terá publicidade. Outra previsão para o Google seria uma inovação específica na questão da automação de carros, a empresa está apostando seriamente em projetos de carro dirigido por computador.

    8) O marketing sem intermediários entre marca e consumidor. O fim das agências. O grande exemplo seria o case Nike Running, onde foi crido um branded content interessante, com efetiva formação de conteúdo, com utilidade e diversão, gerando engajamento real. O caso da Nike é classico, com o app do iPhone, o chip, a interação da marca, o fornecimento de conteúdo relevante e pessoal… O Nike+ é uma comunidade virtual de corredores, compartilhando metas e sentimentos sobre a vida… e a marca! Genial, um divisor de águas no universo das ações multiplataforma. Sem dúvida o grande objetivo das marcas hoje, neste mundo de grandes tecnologias e excesso de informação, é serem mais simpáticas, menos intrusivas e oferecerem inputs aos seus clientes.


    SEARCH – A busca muito além da busca.
    André Zimmermann (Havas Digital e IAB) e Marco Bebiano (Google e IAB)

    Se antes a busca na Internet se baseava em O QUÊ, hoje a palavra é QUEM, acrescida por um inefectível ONDE. Sim, o futuro das buscas na Internet levam em conta, mais do que nunca, quem está buscando: sexo, idade, interesses, tudo com base em informações fornecidas pelos usuários em seus perfis das redes sociais – e sempre cruzando estes dados com a localização.

    Os dois palestrantes, bem soltinhos no palco e trocando piadinhas entre si, ilustram o quanto o search está se aproximando cada vez mais de uma conversa informal. A busca hoje é mais inteligente, mais rapida, mais social e mais pessoal. Busca um entendimento rápido da linguagem humana para melhor captar o que as pessoas estão buscando. Afinal, os resultados de busca não trazem só textos e links, e sim imagens, videos… Isso depende do tipo de produto buscado, do tipo de pesquisa. Há toda uma complexa inovação nos algoritmos de busca, que está mais sensível e inteligente. Usando o Google Instant a gente já sente uma diferença muito grande na experiência de busca.

    O search está sendo também cada vez mais pessoal e social. Como? Bem, quando as pessoas da sua rede compartilham algo online há uma maior probabilidade de você encontrar este conteúdo na sua busca, porque ele passou a ser mais relevante para você do que para o resto das pessoas. Sei lá. Assustador, não? Eu acho.

    Ah, e tem o tal o Google +1, parece que é tipo o botão de curtir próprio do Google, confesso que ainda não usei; se você já tiver usado, por favor, deixe um comentário! Me pareceu que a relação com a navegação passa a ser ainda mais pessoal, nos próprios sites você pode dar o +1 direto. Não entendi direito, pretendo já já conhecer melhor.

    Outra tendência/fato da nova busca é a questão do mobile, que está cada vez mais forte. Uma em cada 3 buscas no celular tem o fator de geolocalização. Segundo pesquisas, 61% das pessoas que buscam no celular ligam em seguida, e 59% visitam o local da busca. A coisa está cada vez mais rápida e mais interativa, com certeza! Podemos, ao invés de digitar, falar, fotografar ou escanear. E, a partir daí, marcar buscas com estrela, compartilhar, comprar online… Espie só o Google Shopper.

    Resumo da ópera TOTAL deste painel? Coloque a busca no centro da sua estratégia de marketing. Agora!


    Do broadcast ao Socialcast: conteúdo, mídia e marcas num mundo 2.0
    Giovanni Rivetti (Grupo BCBR), Marco Luque (Projeto Esquerdinha) e Marcos Mion (Projeto Legendários)

    Uma rápida apresentação dos caras deste painel: o Marco Luque é aquele cara engraçado que você provavelmente conhece do CQC; o Marcos Mion é outro figuraça que você também deve conhecer da MTV e do Legendários… e o outro, para mim um ilustre desconhecido, é Giovanni Rivetti, simplesmente “o cara”! Ele é o CEO deste grupo de branded content, o primeiro grupo deste segmento no Brasil, com várias empresas e um monte de cabeças privilegiadas pensando em conteúdo customizado, em projetos especiais, etc. O cara entende para caramba do assunto, fala super bem e “vendeu o peixe” das empresas dele que foi uma beleza. Sensacional. Apresentou os dois projetos que tem em comum com os dois engraçadinhos do painel. (Aliás, o Luque é mesmo aquilo, é só superengraçado mesmo e ponto. Mas o Mion confesso que me surpreendeu: o cara é estrategista, criativo, business mesmo, planeja, executa, agita todas. E ainda por cima deve ser um baita dum ator, porque vendo na TV a gente jura que ele é apenas um bobão desses que só sabe tirar onda dos outros. Fiquei passada com o papo dele na ProXXIma. O cara sabe das coisas!)

    Pelo que entendi, a proposta do Legendários é do Mion e do Pedro Tourinho, diretor do programa e diretor de criação da New Content (do BCBR). O projeto funciona em multiplataforma: o programa começa na Internet, tem upload de pelo menos um vídeo por dia, usa socialcast e redes sociais, gerando conteúdos para TV e internet. É um projeto pioneiro, o primeiro programa multiplataforma na TV brasileira, que quebrou paradigmas e abriu portas mostrando que muita coisa pode ser feito neste setor.

    Além do Legendários, outra parceria da BCBR com o Mion é um webseriado para a Vivo, o Vivo On Webshow, um exemplo de case de socialcast: branded content puro, da mais alta qualidade, made in Brazil, interativo, divertido, em tempo real… e sucesso que transparece em números: nos 4 episódios da 1a temporada foram 163 mil acessos e mais de 25 mil menções no Twitter (contando apenas a hashtag #vivoon), 22 milhões de impactos, mais de 560 mil minutos de exposição para a Vivo nas redes sociais.

    Com o Marco Luque, a proposta também é show: o Projeto Esquerdinha. Confesso que nunca tinha ouvido falar, mas também não sou público-alvo, certo? O negócio é sobre futebol, e o conteúdo paralelo é “mulher gostosa”. O Esquerdinha é um personagem do Marco Luque, um “preto velho” ex-jogador de futebol, que faz entrevistas com os boleiros famosos, recebe convidados, e fez uma cobertura bem diferente da Copa de 2010… Tem conteúdo estruturado em blocos (quadros independentes e espalháveis), tem conteúdos colaterais como estratégia de divulgação e renovação, tem uma superinteração com as redes sociais, um altíssimo engajamento a partir do “efeito palco”, com citacões, videos, retweets, etc.

    Dá pra imaginar a quantidade de coisas que dá para criar em torno de uma só ideia. A rede é enorme, cheia de possibilidades. Mas é um universo novo, e o fato é que ainda é um desafio para o Marketing encontrar a forma certa de colocar o conteúdo da marca dentro dos programas sem perder a naturalidade. É dificil, o cliente tem que ter coragem e saber que estará chegando no público alvo de uma forma única, diferente. No Vivo On as pessoas participam digitando o nome da marca felizes da vida. Conseguir isto é a grande proeza do branded content.

    O negócio é sério: juntos, @marcoluque e @marcosmion (+ uns perfis paralelos, deles, também) têm mais de 4 milhões de seguidores. Eles são verdadeiros veículos de comunicação, gente! De engraçado mesmo, no painel, foi ver o Marco Luque tentando falar sério e as pessoas da plateia rindo nas horas mais nada a ver. O pessoal estava doido para achar graça…


    O case do THE ECONOMIST – Ou você pensa multicanais ou é melhor não pensar mais.
    Paul Rossi (The Economist – EUA)

    Essa palestra foi cansativa. Para completar o mediador, do Grupo Meio & Mensagem, fez perguntas chatas e repetitivas. Resumindo, esse tal de Paul Rossi conseguiu vencer o desafio de trabalhar com conteúdos e distribuição em plataformas multicanais no The Economist, atingindo ótimos resultados: vende 1.5 milhões de exemplares por semana. Fato é que as pessoas estão deixando de comprar impressos e comprando tablets, onde pode consumir suas notícias e livros relaxadamente. Nos Estados Unidos, de cada 3 consumidores, 1 terá um tablet nos próximos 3 anos. E 40% dos usuários de Ipad cancelaram suas assinaturas de jornais. No caso do The Economist, o leitor compra a assinatura e pode receber a The Economist na plataforma que escolher. E blá blá blá… Não “me engajei” nesta palestra, não tenho muito a declarar. Sorry!


    Ufa. Acabou. Foi coisa, hein?

    Esperava mais do evento. Como são muitos palestrantes e apenas dois dias, os painéis são muito curtos, corridos, um atrás do outro. Não dá tempo nenhum para aprofundar nada, nem para responder as perguntas que eles insistiam que o pessoal fizesse. Mas, de qualquer forma, foi muito bacana ver os rumos que o Marketing Digital está tomando. Deu para perceber a infinita variedade de atalhos, possibilidades e paisagens. E que é um caminho sem volta.

    MEU RESUMÃO DA ÓPERA: Tudo o que o cliente quer é uma baita de uma ideia, não importa em que mídia. As verdades fundamentais sobre a construção de marca continuam as mesmas. O que importa é a mensagem do cliente chegando até o consumidor. Em outras palavras, o óbvio continua ululando nos eventos de marketing Digital, mesmo os mais disputados e internacionais.

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