Teoria do Estado Afetivo

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    09 | Feb | 11

     

     

    Estava eu em casa em um final de domingo após uma semana de festas e comecei a pensar em uma disciplina de mestrado que fiz na FGV de São Paulo que se chamava: Emotions on consumer judment and decision maker (As emoções no julgamento e tomada de decisões do consumidor).

    Uma das teorias abordadas nesta disciplina era a Teoria da Regulação do Estado Afetivo (Affect Regulation Theory), que tem como um dos grandes escritores de renome internacional um brasileiro, chamado Eduardo Andrade #recomendo.

    Vocês devem estar se perguntando aonde esse monte de teoria vai parar, mas acreditem, todos nós “padecemos” dela e, portanto, o nosso público-alvo também.

    Sabe quando você está down? Seja porque brigou com o namorado (a) ou simplesmente porque é final de domingo e você já vislumbra o trabalhão que vai ter na semana…

    Aí você, principalmente se for mulher, lembra daquele bolo de chocolate delicioso que está na cozinha e pensa: eu mereço comer um pedaço, pois a vida já é tão difícil, cansativa. Eu mereço ser feliz! Pois é, aí está a Teoria da Regulação do Estado Afetivo.

    Fonte imagem 1: Flickr

    Estudos mostraram que o ser humano tende a sempre tentar regular ou manter o seu estado afetivo positivamente, ou seja, nós procuramos sempre estar bem, felizes. Esses estudos também mostram que para regularmos o nosso estado emocional, a gente se dá ao direito de fazer algo que nos dê muito prazer, como comer, fazer compras, etc.

    Contudo, aí mora o perigo, pois a nossa mente age neste caso com o imediatismo e não pensa que ja, já vamos sentir uma culpa enorme por ter gasto tanto ou comido demais e posto a perder toda a dieta da semana.

    Um bom (ou mau) exemplo disso é o que vem acontecendo nos Estados Unidos. Um estudo mostrou que pessoas com depressão têm um risco aumentado em 58% de sobrepeso durante o período depressivo (fonte: http://www.medcenter.com/medscape/
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    ).

    Diante deste dilema no comportamento do consumidor, no qual, de uma lado fica o “diabinho” dizendo que você merece comer ou ter o carro que sempre sonhou e do outro lado fica o “anjinho” lembrando que você deve se controlar, entra uma questão importante de reflexão para as marcas, que inclui até uma ato de responsabilidade social.

    Foto: Flickr Kacyphoto – Meramente ilustrativa

    Como fazer com que as pessoas consumam produtos de forma consciente, para que as marcas não sejam lembradas como algo ruim, que causou um prazer momentâneo, mas um arrependimento pós-consumo bem maior?

    Está lançado o desafio.

     

     


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Comentários (3)

  • [...] This post was mentioned on Twitter by Rodrigo Cordeiro, carolpaival. carolpaival said: Teoria do Estado Afetivo – Being Blog http://t.co/I7hp7Ia via @beingmkt [...]

  • mas olha só… nao sabia que até isso a galera do marketing estuda! pois eu sou uma típica consumidora do estado afetivo! adoro cair em tentações banais, me julgo merecedora instantânea de tudo o que me puder fazer feliz e depois me arrependo, bem, um bucadinho… um beijo!

  • Luciana says:

    Pois é, Cla, para você ver o que nossa mente é capaz de fazer conosco :)

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