Product placement: marcas dentro do entretenimento.

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    27 | Mar | 12

    O protagonista do filme sai do carro (Porsche ou Honda ou Audi…) e entra no bar. No balcão, pede para o barman lhe dar uma cerveja (Budweiser ou Heineken…). Com o rótulo da bebida virado para a câmera, o personagem principal do filme de ação pressente a chegada dos bandidos ao local. De dentro do seu terno caro (D&G ou Armani…), ele tira uma arma e começa um tiroteio dentro do estabelecimento.

    É assim, infiltrado no meio das cenas de diversos filmes, séries e videoclipes, que o product placement aparece. Essa forma de mostrar bens e serviços é diferente do tradicional merchandising o qual vemos em programas de auditório ou novelas. Enquanto o product placement introduz o produto no contexto e nas ações dos personagens em determinada obra de ficção, o merchandising faz referência direta, muitas vezes interrompendo o desenrolar do programa para a inserção.

    Essa estratégia de branding atrelada diretamente ao entretenimento é antiga. O primeiro filme a utilizar o product placement é mudo, datado do ano de 1919. Na literatura, isso é ainda mais antigo. Julio Verne, em seu livro “A Volta ao Mundo em 80 Dias”, de 1873, mencionou inúmeras empresas de transporte marítimo e terrestre durante as aventuras do personagem Phineas Fogg ao redor do planeta Terra.

    De lá para cá, o cinema, a TV e os games cada vez mais adequaram o product placement às suas produções, já que ambos os lados da negociação saem ganhando: de um lado, as empresas faturam com branding, do outro os produtores ganham financiamento para as obras.

    O filme “E.T.: O Extra-terreste”, de 1982, dirigido por Steven Spielberg conseguiu, por exemplo, 1 milhão de dólares da marca de chocolate Hershey’s para que seus produtos aparecessem vez ou outra no decorrer da história. Em “A Rede Social”, de 2010, cerca de 20 marcas são devidamente inseridas no longa-metragem que concorreu ao Oscar de “Melhor Filme”.

    Alguns product placements se tornaram clássicos do cinema, como a bola Wilson do filme “O Náufrago” e os tênis com “auto-amarração” usados por Michael J. Fox no segundo filme da série “De Volta Para O Futuro” (tênis que inclusive tornaram-se recentemente produtos de verdade). Os carros da GM são praticamente protagonistas da trilogia “Tranformers”, do diretor Michael Bay.

    Confira mais algumas informações sobre product placement no vídeo abaixo, um breve histórico dessas estratégias.

     

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    Fontes: 1|2|3|4

    Imagens: Google

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