Gameficação: o jogo de viver o cotidiano.

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    03 | Nov | 11

    Acordar, escovar os dentes, tomar café da manhã, pegar ônibus ou dirigir o carro para chegar ao trabalho, trabalhar, almoçar, voltar pro trabalho, voltar pra casa, jantar e dormir. Esse modelo de dia se enquadra na vida de muitas pessoas. Que tal então transformar esse cotidiano em algo um pouco mais divertido? Que tal transformar em um jogo?

    Para Huizinga, o jogo faz parte da cultura humana desde os tempos mais longínquos. Depois de nos tornarmos o Homo Sapiens (o homem que sabe), nos tornamos o Homo Faber (o homem que fabrica). E, logo após pensar e construir, o homem se transformou no Homo Ludens, o homem lúdico, aquele que procura diversão.

    Jogar é mergulhar conscientemente em um ambiente diferente do real, como em um videogame ou mesmo em uma daquelas brincadeiras infantis, como pega-pega ou amarelinha. O que acontece, porém, quando o jogo ultrapassa as barreiras da imaginação e se mistura com as ações do dia a dia? É aqui que encontramos um fenômeno que não é novo, mas que ultimamente vem conquistando cada vez mais espaço no mundo empresarial, social e cultural: a Gameficação.

    O trecho acima (retirado do site da revista Época Negócios) explica um pouco da estratégia que procura transformar atitudes corriqueiras em formas de participar de um jogo. Um exemplo de gameficação bastante utilizado por empresas de entretenimento são os Alternative Reality Games (ARGs), conhecidos aqui no Brasil como os Jogos de Realidade Alternativa.

    No mundo empresarial, isso já acontece há algum tempo. As empresas de aviação já desenvolvem programas de milhagem semelhantes a jogos de videogame. O que acabou se tornando moda, atualmente, é a tentativa progressiva de estreitar a relação entre marcas e consumidores através de jogos e recompensas.

    Com as redes sociais, por exemplo, houve uma disseminação rápida da gameficação. O ato de ir e vir tornou-se um jogo com a chegada do Foursquare. Ler livros se tornou um jogo com a chegada do Skoob. Consumir cultura (músicas, séries, filmes, etc.) se tornou um jogo com o GetGlue. Ganhar algo em troca de uma atitude corriqueira gera uma interação bem interessante entre marca e consumidor.

    Segundo o instituto de pesquisa Gartner, 50% das empresas consideradas inovadoras deverão utilizar estratégias de jogos e competições até 2015. A empresa americana SCVNGR já fechou mais de cem parcerias para transformar hábitos de consumo em formas de jogar. (Fonte: Exame)

    Para conhecer um pouco mais sobre o conceito de Gameficação, leiam abaixo a apresentação feita pelo game director Israel Mendes, originalmente divulgada pelo site Update or Die.

    Game Thinking



    E você consumidor/empresário/estusiasta de tecnologia?

    Está pronto para o jogo?

    Fonte das imagens: Google.

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