Destaques do quinto dia de Campus Party – Filhos da internet e Gameficação #cpbr5

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    11 | Feb | 12

    Penúltimo dia de Campus Party e ainda muito conteúdo bom aparecendo pelo palco de Mídias Sociais. Depois de o Anhembi Parque ter praticamente parado para a palestra com os Filhos da Internet (Rafinha Bastos, PC Siqueira, Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela), Mauricio Cid (Não Salvo) e Rosana Hermann (Querido Leitor)), dois debates foram as grandes surpresas de hoje: "A cultura do grátis e do freemium trabalhando a seu favor" e "Social Games – A gameficação do mundo". Confira!

    O free e o freemium

    Você pagaria pelo conteúdo que consome na internet? Você acha justo pagar? Quanto pagaria? Nós, brasileiros, de uma maneira geral, temos a cultura de não pagar por conteúdo. É mais comum vermos pessoas preferindo comprar cópias piratas a levar o original. Isso foi o começo do debate com Caique Severo (Portal iG), Daniel Wjuniski (CEO do Minha Vida), Jonny Ken Itaya (Migre.me) e Alexandre Canatella (CyberCook, CyberDiet e VilaMulher).

    O mediador André Forastieri (Bubot e Tambor Digital), conseguiu conduzir uma discussão bacana sobre o tema. A diferença entre o free e o freemium é que o segundo é baseado em restrições. Você só pode ter acesso ao conteúdo por um certo período de tempo, instalar um aplicativo em somente um computador, tem mais publicidade, e assim por diante.

    O que nos motiva a pagar (ou não) por um conteúdo é a percepção de valor que temos sobre ele. Além disso, nosso senso de ética também tem certo peso nessa hora, quando optamos por seguir o que acreditamos e pagar o preço disso. Para isso, o produtor deve trabalhar o grátis em cima do valor do produto ou serviço; não o custo, e sim o valor percebido pelas pessoas. E isso vai depender da necessidade delas. Não adianta criar um produto e forçar as pessoas a pagarem por ele. Fundamental a importância do planejamento nessa hora.

    O modelo de negócios baseados no freemium está amadurendo no país. Ainda estamos aprendendo a fazê-lo e a torná-lo rentável. É possível ganhar dinheiro só com anunciantes, mas precisamos ir além disso e oferecer ao usuário uma experiência completa e única.

    A Gameficação de tudo

    A gameficação foi uma das tendências que a Martha Gabriel apontou em sua palestra na terça-feira para o futuro do mercado digital. E o que é isso? É usar estratégias de game e design em ambientes onde eles não estão naturalmente inseridos. Nesse debate, Bruno André Mikoski (Monster Juice), Sandro Manfredini (Aquiris Game Experience), Gui Loureiro (HOPLON e Nós Geeks) e René de Paula Jr. (há 15 anos trabalhando com internet), com a mediação de Guilherme Tsubota (CEO da 8D Games) abordaram vários aspectos da tendência. E uma coisa bacana do debate foi que eles não se detiveram só nos games das redes sociais, e sim nos Social Games de uma maneira geral. On e offline.

    Os jogos online se popularizaram tanto devido à possibilidade de compartilhamento que eles oferecem. Você joga, convida os amigos, pede ajuda pra eles e curte os jogos que eles curtem. Outro aspecto é a abrangência de público dos novos games. Pessoas de todas as idades e de todos os lugares podem jogar. Mas é interessante ressaltar, entretanto, que os jogos mais bem sucedidos trabalham em cima das diferenças e são feitos para nichos.

    Ao contrário do que muitos podem pensar, a gameficação não fica só na esfera pessoal. Pode passar também para o setor de empresas. Privadas E públicas. Os games podem ser usados, por exemplo, para treinamento. O aprendizado e memorização são mais fáceis se forem através de jogos. Em algumas filiais americanas do McDonald’s, por exemplo, os novos funcionários recebem videogames portáteis com um jogo que ensina o funcionamento da loja e o modo de preparo de cada sanduíche.

    Também é possível usar a gameficação para estimular a competitividade ou a colaboração entre os funcionários da empresa. Um caso interessantíssimo foi apresentado por um ouvinte na plateia, funcionário da Previdência Social, que apresentou brevemente o modelo de gameficação implantado no órgão público. Os funcionários mais colaborativos da empresa são bonificados, ajudando, assim, a melhorar o atendimento nas agências. O Desafio Sebrae também é um ótimo exemplo de gameficação, e pelo mundo, são vários outros. É ótimo ver o aumento do estímulo do uso dessa estratégia para causas nobres, que podem realmente melhorar o nosso dia a dia.

    Logo mais teremos o encerramento dessa semana de Campus Party, e viremos contar o que aconteceu no último dia de atividades. Até mais!

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