#cafecommarketing: Storytelling e Mídias Sociais

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    08 | May | 12

    O texto abaixo é baseado na entrevista dada pelo professor da ESPM, Bruno Scartozzoni, ao blog Midiatismo. Nela, ela aprofunda o tema do próximo Café com Marketing, Storytelling.

     

    Apesar de serem essencialmente diferentes, crossmedia e transmedia são conceitos recentes amplamente discutidos, e também confundidos. De um modo geral, crossmedia significa levar uma mesma mensagem para diversas mídias. Já transmedia ocorre quando são levados trechos diversos, porém complementares, de uma mesma mensagem para diferentes mídias.


    Storytelling, ou contar histórias, é reorganizar fatos para torná-los mais significantes. Histórias possuem um formato comum, que, na essência, é composto de pelo menos um personagem superando desafios para alcançar um objetivo. Nós fazemos isso, intuitivamente, a toda hora, e escritores e roteiristas têm feito isso há milhares de anos para capturar a atenção do público, levando conhecimento e inspiração.

    Transmedia Storytelling é quando se utiliza o raciocínio de levar trechos diferentes, mas complementares, de uma história para diversas mídias. Não é exatamente uma novidade, já que o universo de Star Wars tem sido desdobrado e explorado em diversas mídias desde a década de 70, mas só agora está sendo encarado como uma estratégia, e a internet tem tudo a ver com a difusão desse conceito.

    Com o surgimento da internet, houve uma explosão de canais e de produção de informação no mundo. Só no Facebook, por exemplo, em apenas 60 segundos são produzidas mais de meio milhão de interações. O excesso de informação leva à escassez de atenção, bem cada vez mais valioso para as empresas. O resgate do storytelling e a ascensão da transmídia são formas das marcas resolverem esse problema. Uma boa história é capaz de capturar a atenção, e uma estratégia transmedia bem elaborada pode mantê-la, independente de para onde o público esteja olhando.

    Algumas empresas sentem certas dificuldades na hora de entrar nas mídias sociais, já que a dinâmica de broadcasting, ou transmissão, deu lugar à dinâmica da conversa, e a ideia de estabelecer uma conversa entre a organização e seus consumidores ainda parece estranha. É fácil pensar em uma conversa com a recepcionista, o analista de mídias sociais ou o presidente de uma empresa, mas quando se imagina uma conversa com uma empresa em si, é necessário considerar que, no fundo, esse processo só é possível de forma abstrata. Nesse sentido, o resgate do storytelling acontece por uma necessidade tanto de humanizar a comunicação, quanto de torná-la mais interessante.

    Através da internet, pequenas e médias empresas também podem se apropriar do storytelling, apesar de a maioria dos grandes cases terem sido construídos por empresas multinacionais, com verbas proporcionais aos seus tamanhos. As empresas podem optar por criar ficção, mas se quisessem trabalhar com suas histórias reais, certamente também teriam um material bastante rico. Mas, para as grandes marcas, nem sempre é fácil explorar esse segundo lado. É aí que se encontra uma grande oportunidade para as pequenas empresas.

    Todo empreendedor é uma história ambulante, ainda mais no Brasil. Lembre-se da estrutura básica: um personagem vencendo desafios para alcançar um objetivo. Se essas histórias reais forem contadas de uma maneira legítima, privilegiando pontos de vista pessoais, e não institucionais, seriam capazes de encantar.

    Quanto ao universo mobile, há um tempo, alguns gurus diziam que as telinhas dos gadgets (smartphones, tablets etc.) iriam matar a telona da TV. Isso, obviamente, não aconteceu. O mais interessante é que as pessoas começaram a usar essas tecnologias todas de uma maneira meio simbiótica. Nesse sentido, a tendência é que essas telinhas sejam cada vez mais complementares às mídias já existentes, mas há um longo caminho de experimentações até chegarmos a formatos interessantes para empresas e pessoas.

    Outro ponto é que também aprenderemos a criar histórias especialmente para esses gadgets. Histórias certamente mais curtas, adaptadas ao meio. Algumas séries americanas já têm experimentado lançar spin-offs especialmente para as telinhas, com uma linguagem toda própria. Assistir um episódio de seriado de TV, com 40 minutos de duração, em uma tela de celular, pode não fazer muito sentido. Mas assistir um episódio de poucos minutos, filmado para isso (com mais closes e menos detalhes), talvez seja mais comum daqui para frente.

     

    Para saber mais sobre esse tema, acesse o blog Caldinas. Aproveite e inscreva-se no Café com Marketing.

     

    Fonte: http://www.caldinas.com.br/2011/10/storytelling-e-midias-sociais.html

     

     

     

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